Sou Heloísa Miro Cardoso e farei algumas aparições aqui no Blog da Má com um toque "geek". Nas minhas visitas, vocês encontrarão críticas, reflexões e resenhas sobre assuntos que vão desde cultura pop até quem somos.

Filme lançado em setembro de 2007, Across the Universe conta um punhado de histórias sobre amor, amizade, revolução e identidade pautadas em canções dos Beatles. Interessei-me pela obra justamente por ser uma grande homenagem à banda, mas uma deliciosa surpresa veio junto ao roteiro e fotografia únicos.
O enredo mostra a trajetória de Jude, rapaz londrino que sai da terra da rainha em busca de seu pai. O que parece mover o jovem é a máxima ‘para saber aonde vamos temos de saber de onde viemos’. Jude viaja até os Estados Unidos em um navio de carga e entra no país clandestinamente. A jornada e busca do passado leva o garoto ao melhor de seu futuro. Logo nos primeiros minutos de sua busca, Jude encontra Max, um universitário com quem cria grande vínculo ao longo do filme.
Essa amizade inesperada faz com que a estadia do rapaz em terras norte-americanas seja maior do que o esperado. Max e Jude vivem grandes situações que colocam a amizade como pilar central do ser humano. Quando Lucy, irmã de Max, surge na trama, o amor divide o peso de viver e Jude apresenta um progresso pessoal. Esse crescimento se confunde e estagna quando a garota se engaja na militância contra a Guerra do Vietnã e Jude não sabe muito bem como dividi-la com um novo interesse.
A maneira como cada música foi encaixada na trama é inovadora e impecável. A letra diz muito ou tudo sobre a cena em questão. Algumas músicas carregam o sentido óbvio e outras trazem releituras dignas de aplausos. “I Want You”, por exemplo, retrata o momento em que jovens se alistam para o exército dos Estados Unidos e os poucos minutos da canção trazem à tela imagens que surpreendem. Se é necessário um motivo específico para ver o filme, essa cena vale a experiência do longa.
Entre cada atuação bem feita, cada canção encaixada no enredo e todas as imagens que falam muito mais do que o texto morno do filme, vemos muito da juventude de todas as épocas retratadas na tela. O longa, no final das contas, é muito sobre construir quem a gente quer ser através do que a gente é. Todos os personagens têm chagas, dúvidas e falhas no passado que são sanadas ou superadas com coisas reais. Amor, amizade e música. Ser jovem é não saber andar sozinho. E não querer saber. Tudo bem não saber quem é seu pai, ter um amor findado por uma morte inesperada, ir para a guerra, ficar confuso quanto ao amor e meter os pés pelas mãos tantas vezes quanto for necessário. Afinal, we get by with a little help from our friends.
https://www.youtube.com/watch?
Beijos,
Helo



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